segunda-feira, 13 de novembro de 2017

O futuro é agora




       Final dos anos 70 e lá estava eu, último ano da faculdade, participando do Projeto Rondon na cidade de Flores do Piauí, no sertão deste estado, dormindo em redes, banhando-se na lagoa, por trinta dias. Neste período consegui trocar apenas duas cartas com a namorada porque elas demoravam sete dias para chegar. Hoje trocamos mensagens escritas ou fonadas instantaneamente através do whatsapp com o mundo inteiro e as empresas de telefonia e os Correios estão se reinventando para sobreviver direcionando seus negócios para clientes diferenciados.

       Meu pai tinha uma máquina fotográfica Rolleiflex que precisava de um fotômetro manual para medir a intensidade da luz para os ajustes necessários para uma boa fotografia que eram armazenadas num filme de 12, 24 poses, o qual precisava ser revelado num laboratório e ficava pronta numa semana. Hoje os celulares possuem câmeras com muito mais recursos instantâneos, fazem sozinhas todos os ajustes necessários e enviam imediatamente para onde e a quem se queira. E os fabricantes das câmeras partiram para o mercado profissional com muito mais tecnologia e outras soluções para sobreviver.

       Férias na praia era sensacional, mas para nós “caipiras”, atravessar a cidade de São Paulo sem errar o caminho era para poucos. Era um tal de planejar o roteiro, comprar mapas, pedir conselhos dos amigos que conheciam, parar nos postos pedindo informações e ficarmos desesperados quando errávamos o caminho, pois para voltarmos ao ponto certo se perdia um bom tempo. Primeiro o GPS facilitou muito tudo isto e foi um sucesso de vendas, quase todo mundo tinha um. Daí o aplicativo Waze apareceu e mudou tudo isto novamente indicando agora o caminho, mostrando a melhor rota segundo o tráfego, advertindo a presença de radares, acidentes, congestionamentos, de forma interativa e em tempo real. Os mapas impressos ficaram em desuso, os aparelhos de GPS estão em extinção e seus fabricantes devem ter mudado de ramo.

       Alguém tem ainda uma lista telefônica em casa? O jornal Estado de São Paulo tinha aos domingos vários cadernos de classificados imensos, cadê eles hoje?

Agora apareceu um tal de Uber que já se espalhou no mundo inteiro. Ele transporta pessoas, com veículos bons, disponibilidade, quantidade e principalmente preços bons. Adianta tentar impedir, limitar, coibir ou é melhor a concorrência correr atrás e melhorar os seus serviços como fizeram empresas acima?



Sérgio Lordello

sábado, 14 de outubro de 2017

A saga das bonecas infláveis




       Só podia ter acontecido lá e de novo com a turma do Vandir e do Kilão. Lógico, foi na Cascata, no bar do Romualdo que eles contaram o triste fim das bonecas infláveis: Liza (laiza), Samantha e Ludmila. A primeira recebeu este nome pois tinha o cabelo liso, escuro, curtinho como a atriz de Cabaré e foi comprada para bagunçar nas festas, churrascos, aniversários que participavam com a família. Esta sucumbiu, disseram, contaminada com o “vírus da Aids” pois foram tantas as festas que iam juntos, que vira e mexe precisavam levá-la ao borracheiro para consertar os furos de queimaduras de cigarros, espetadas e, com o tempo, não resistiu a tanto esforço.

       Já a Samantha foi comprada pela família para substituir a Liza, pois os dois ficaram inconsoláveis com a perda da primeira que nem se alimentavam mais direito. Foi uma festa quando a receberam e os dois resolveram, agora, preservar a mesma para usufruírem mais de sua companhia. No fim de semana seguinte já a levaram no bar do Mazinho vestida com um bustiê colorido, uma saia curtinha, um par de óculos escuro e uma peruca loira até os ombros. Eles a colocaram sentada numa cadeira na frente do bar e as pessoas que passavam pela avenida Maria Buzolin ficavam admiradas, pediam para fotografá-la, tiravam selfie, perguntavam pelos autores da palhaçada, até automóveis diminuíam a velocidade para apreciá-la. Confiantes transferiram-na para a beira da calçada, adentraram ao estabelecimento e o Kilão foi escalado para vigiá-la, mas após um pequeno descuido dele, passou uma molecada da Unicamp num carro, a raptaram ladinamente e imaginem só, nem resgate pediram....

Então surgiu a Ludmila na vida dos dois, importada do Paraguai, cabelos ruivos, que inclusive já foi tema de outra crônica minha, anos atrás, quando surpreendi, num fim de noite, o Kilão, dançando solitariamente com a mesma, no meio de uma rua lá da Cascata. Mas quis o destino que a Ludmila tivesse o mesmo fim trágico de suas companheiras anteriores: num churrasco entre amigos o Vandir pediu a um amigo, PM aposentado, inflá-la adequadamente, mas devido ao esforço dele, não é que ela explodiu, frustrando mais uma vez o sonho deles.

Hoje eles já estão pensando seriamente em trocar o ciclo das bonecas por um cachorro de estimação!!!!



Sérgio Lordello

sexta-feira, 15 de setembro de 2017

Uma escola de respeito


       Sei que sou suspeito para falar do Cotil, mas se o Gilmar Mendes, que foi padrinho da filha do “rei do ônibus do Rio”, se acha isento para assinar o habeas corpus de soltura do mal falado cidadão então posso ficar à vontade e dizer um pouco daquela unidade de ensino onde passei 34 anos como professor e 3 como aluno.

       É que neste ano o Cotil fez 50 anos de sua implantação e como ex-alunos, nos reunimos numa festa de confraternização para comemorarmos a data, com a presença de diversos professores e funcionários daquela época. A história desta escola é rica em episódios que mostram a sua grandeza, basta lembrar que ela estava no projeto inicial de implantação da Unicamp como vertente da parte prática da universidade, junto com o Colégio Técnico de Campinas. Com o aval do professor Manoel da Silva foram recrutados os melhores professores do ensino médio da cidade e região, os melhores técnicos das pujantes indústrias locais para formarem o corpo docente do curso de Mecânica.

       Como foi lembrado na comemoração, teve professor que só percebeu que não era um curso de nível superior apenas no segundo ano. O material de ensino era de São Carlos (USP), Esalq (Piracicaba). Muitos alunos da primeira turma vieram do Castelo Branco (top na cidade) que abandonaram o científico em busca de uma oportunidade nessa novidade que era o ensino técnico. A GM vinha fazer exame de seleção de seus estagiários aqui no Cotil. A IBM, a GE e muitas outras só aceitavam estagiários da escola.


       Sempre atento as necessidades do mercado, com o tempo, diversificou os seus cursos com Edificações (hoje Construção Civil), Estradas (hoje Geodésia), Enfermagem, Informática. Não contente e percebendo uma demanda de profissionais já trabalhando, mas ainda sem formação adequada, passou a oferecer curso noturnos de curta duração. Nos anos noventa, novamente saiu na frente, com o apoio da Varga e da Rockwell-Fumagalli, criou o primeiro curso técnico de Qualidade e Produtividade da América Latina.

       Hoje seu corpo docente, formado por cerca de cem professores, talvez seja o que tem maior número de mestres, doutores e especialistas da cidade, no nível médio. Também cerca de 50% de seus alunos são oriundos de cidades da região como Campinas, Vinhedo, Cosmópolis, Araras, Conchal, Iracemápolis, Indaiatuba e etc, tanto é que seu vestibular tem anualmente em torno de 4000 candidatos É a segunda escola da cidade na classificação do Enem e a primeira pública, também é comum vermos os alunos terem seus nomes nas listas de classificados nos vestibulares de Faculdades de renome no país.
       Cinquenta anos não é sempre que se comemora, principalmente com uma história desta.
      
Sérgio Lordello

Ex-aluno do Cotil-Unicamp

sexta-feira, 8 de setembro de 2017

Festa de confraternização dos 50 anos do Cotil

Um encontro inesquecível...

1° Turma - 1967-1969

2° Turma - 1968-1970

3° Turma - 1969-1971

4° Turma - 1970 - 1972



Regina Martensen, Edenilson Simões, Manoel da Silva, William Lussier, Julio Abade, José Luís Rodrigues - professores, funcionários e o diretor da época


















No final houve uma cerimônia de aplausos à todos os funcionários, professores e alunos de todas as épocas do Cotil. Também houve uma saudação aos colegas, professores e funcionários que já se despediram daqui e, finalmente um agradecimento especial ao maior batalhador pelo encontro William Norman Lussier.


Agradecemos as fotos cedidas pelo amigo Sebastião Mioto.



sábado, 15 de julho de 2017

Churrasco 50 anos Cotil-Unicamp

Um reencontro com seu passado




Data: 19 de agosto de 2017
Local: sede de campo do CPP-Limeira - Rua Prof. Solon Borges dos Reis, 191 - Campos Elísios - Limeira ( pela Anhanguera entre no Shopping Center Limeira) - mapa abaixo
Horário: à partir das 12:00 horas


Adesões: depósito no Banco do Brasil, agencia 6831-4, conta corrente 2120-2, em nome de José Antonio Bueno da Silva, no valor de R$ 75,00. RG-603.390.128-20. Até 10 de agosto...

Importante: após o depósito mandar uma foto (arquivo) para o e.mail jabsnine@gmail.com, acrescente o seu nome para confirmar a sua adesão

Trajano Camargo - primeira sede do Cotil

Local do Churrasco 

Turma 69-71

Esperamos por você...





terça-feira, 20 de junho de 2017

Bacalhau a Mendes Gonçalves



Ingredientes:

          01 quilo de lombo de bacalhau dessalgado;

          3 batatas grandes;

          01 vidro de azeite extra virgem;

          300 gramas de brócolis congelado;

          01 cabeça de alho pequena;

          3 cebolas grandes;

          01 xícara de salsa e cebolinha;

           Se quiser pode acrescentar vagem, cenoura ou outro legume de sua vontade


Preparo: 

       - Tire os poucos espinhos do bacalhau, principalmente na sua coluna, coloque-o numa vasilha funda, cubra com azeite e deixe na geladeira por três dias;



         - Corte as batatas em oito partes e leve a fervura, com um pouco de sal até a mesma ficar ao dente;



      - Pique a cebola e o alho em pedaços não muito pequenos,


 

      - Frite os pedaços de bacalhau apenas para pegar cor de todos os lados, utilizando um pouco do mesmo azeite,



      - Retire o bacalhau já dourado, na mesma panela acrescente a cebola até dourar, retire. Coloque na sequência o alho, depois o brócolis, sempre retirando em cada etapa. Não esqueça de regar com o azeite que sobrou do banho do bacalhau




      - Finalmente, numa forma, faça a montagem com os pedaços de bacalhau, a batata, cebola, alho e o brócolis. Cubra com papel alumínio e leve ao forno por 25 minutos, depois retire o papel a alumínio e deixe por mais dez minutos.

      - Sirva com arroz branco. 




Esta receita é uma sugestão do amigo Pena Ferraz em homenagem ao seu pai José Mendes e eu reproduzi na cidade de Gonçalves na serra da Mantiqueira

Sergio Lordello