sábado, 9 de dezembro de 2017

Rotatória do Enxuto


       Primeiro seria importante deixar bem claro que não estou opinando em nome do Movimento Rotatória Cotil/FT/Unicamp, mas sim emitindo a minha opinião própria. Como se sabe esse grupo, a mais de 20 meses tem tentado sensibilizar autoridades sobre o problema de insegurança de pedestres, ciclistas, motociclistas, veículos que se aventuram naquela região em pleno centro de Limeira. É claro para o Movimento que melhorias ali dependem de duas esferas: a estadual e a municipal.
       Neste tempo todo o grupo tentou de todas as maneiras ser recebido pelo governo de estado através da Artesp, responsável direta pelo gerenciamento de ações que possam ser desenvolvidas naquela rodovia, seja pela concessionária que cuida da pista atualmente, mas que tem suas ações dependentes da primeira; também diretamente na Agência com dezenas de e-mails, contatos telefônicos, intervenção de deputados estaduais da região; procurou lideranças políticas da cidade, principalmente aquelas que tem relacionamentos com o governador, mas nada foi capaz de sensibilizar a Artesp dentro de sua redoma para que pudesse receber um grupo de cidadãos trabalhadores que vivem diariamente o problema que visualizam os acidentes, as vítimas regularmente. Não conseguimos nada, lá tudo permanece do mesmo jeito, só crescem as estatísticas e o número de desculpas para não nos atender.

       Já a nível municipal fomos recebidos pelo Prefeito no início deste ano onde sugerimos uma série de pequenas intervenções no entorno da rodovia que poderiam melhorar as condições de segurança dos usuários, soluções de baixo custo, de rápida implementação. Junto com o secretário de Mobilidade Urbano prometeram estudos, medidas mesmo que paliativas poderiam amenizar os conflitos até que o governo do estado assumisse a sua responsabilidade. Infelizmente até agora não se viu nenhuma ação feita pelo poder público municipal neste período, apenas a deterioração das elaboradas anteriormente.

       O que o Movimento não entende é que essa briga deveria ser de todos e não apenas de um grupo de cidadãos comuns que conta apenas com manifestações de apoio da população, o que é muito pouco para os olhos de um político. Na verdade temos uma rodovia estadual que adentra no perímetro urbano do município, dirigida por um órgão estadual que tem apenas uma visão macro de uma estrada e não se preocupa com pontos localizados de conflitos e o município fica com um gargalo imenso que interfere diretamente no planejamento urbano, traz consequências para o desenvolvimento da cidade. Seria imprescindível que pelo menos os governos tivessem e mostrassem como ficaria a situação num futuro, já que, se realmente quisessem, bastaria a prorrogação por um prazo muito curto do contrato da concessionária para estar já tudo resolvido financeiramente. Falta boa vontade de todas as partes.


Sérgio Lordello


quinta-feira, 23 de novembro de 2017

Apresentação do "Jogando mais conversa fora"



       Este meu segundo livro, Jogando mais conversa fora, é uma continuação do primeiro e dividido em três partes: a primeira contém artigos publicados no Jornal de Limeira; a segunda são os já publicados no jornal Tribuna de Limeira e a terceira seria para crônicas de cunho pessoal que deveriam ser inéditas mas que também foram, em sua maioria, publicadas na Tribuna de Limeira também. Isto mostra que tais jornais sempre mantiveram uma linha editorial de independência, liberdade e respeito com os seus colunistas.

       As histórias relatadas nas crônicas são simplesmente um resumo de um sem número de conversas com os amigos, colegas, familiares nos diversos ambientes em que nos encontramos pelos caminhos e situações da vida. Seis espaços alimentaram muitos dos assuntos que relato aqui: o Cotil-Unicamp, onde lecionei por 34 anos e formei uma cadeia muito grande da amizades importantes; o Barzão (Bar São João) e o Bar do Toco, palcos de histórias inacreditáveis, gozações fantásticas e relatos delirantes; a comunidade rural da Cascata em Araras formada por ribeirinhos e rancheiros, lá foi possível encontrar-me com a natureza, fazer amizade com pássaros, pequenos animais, a flora e, principalmente ter um encontro com pessoas simples mas de corações enormes, na sabedoria e nas curiosidades. Também colaborou de forma imprescindível, o picadeiro do circo chamado Brasil, onde os políticos forneceram um sem número de trapalhadas, safadezas, aflorando a indignação na maioria do povo brasileiro. Finalmente a família, fonte de inspiração em temas de ternura, de paixão, alegria e de convivência.

       Também aprendi neste tempo a dar maior importância ao gênero crônica, pois sempre a tinha como parte da literatura menor e só após assistir uma palestra com um dos meus ícones Ignácio Loyola Brandão quando o mesmo a definiu como o berço do cotidiano em que os historiadores irão buscar o dia a dia, os costumes, os vocábulos usuais, as expressões, os hábitos, tradições de uma época. O interessante é que muitas vezes apenas uma imagem, uma frase, um gesto, um instante, proporciona temas, histórias, que podem sensibilizar o nosso leitor, remetendo-o a uma cena vivida anteriormente, uma lembrança esquecida na vida ou tomar como suas as palavras sobre a indignação diante deste nosso país tão sofrido.
       Escrever para as pessoas faz bem para a nossa alma.


Sérgio Lordello

segunda-feira, 13 de novembro de 2017

O futuro é agora




       Final dos anos 70 e lá estava eu, último ano da faculdade, participando do Projeto Rondon na cidade de Flores do Piauí, no sertão deste estado, dormindo em redes, banhando-se na lagoa, por trinta dias. Neste período consegui trocar apenas duas cartas com a namorada porque elas demoravam sete dias para chegar. Hoje trocamos mensagens escritas ou fonadas instantaneamente através do whatsapp com o mundo inteiro e as empresas de telefonia e os Correios estão se reinventando para sobreviver direcionando seus negócios para clientes diferenciados.

       Meu pai tinha uma máquina fotográfica Rolleiflex que precisava de um fotômetro manual para medir a intensidade da luz para os ajustes necessários para uma boa fotografia que eram armazenadas num filme de 12, 24 poses, o qual precisava ser revelado num laboratório e ficava pronta numa semana. Hoje os celulares possuem câmeras com muito mais recursos instantâneos, fazem sozinhas todos os ajustes necessários e enviam imediatamente para onde e a quem se queira. E os fabricantes das câmeras partiram para o mercado profissional com muito mais tecnologia e outras soluções para sobreviver.

       Férias na praia era sensacional, mas para nós “caipiras”, atravessar a cidade de São Paulo sem errar o caminho era para poucos. Era um tal de planejar o roteiro, comprar mapas, pedir conselhos dos amigos que conheciam, parar nos postos pedindo informações e ficarmos desesperados quando errávamos o caminho, pois para voltarmos ao ponto certo se perdia um bom tempo. Primeiro o GPS facilitou muito tudo isto e foi um sucesso de vendas, quase todo mundo tinha um. Daí o aplicativo Waze apareceu e mudou tudo isto novamente indicando agora o caminho, mostrando a melhor rota segundo o tráfego, advertindo a presença de radares, acidentes, congestionamentos, de forma interativa e em tempo real. Os mapas impressos ficaram em desuso, os aparelhos de GPS estão em extinção e seus fabricantes devem ter mudado de ramo.

       Alguém tem ainda uma lista telefônica em casa? O jornal Estado de São Paulo tinha aos domingos vários cadernos de classificados imensos, cadê eles hoje?

Agora apareceu um tal de Uber que já se espalhou no mundo inteiro. Ele transporta pessoas, com veículos bons, disponibilidade, quantidade e principalmente preços bons. Adianta tentar impedir, limitar, coibir ou é melhor a concorrência correr atrás e melhorar os seus serviços como fizeram empresas acima?



Sérgio Lordello

sábado, 14 de outubro de 2017

A saga das bonecas infláveis




       Só podia ter acontecido lá e de novo com a turma do Vandir e do Kilão. Lógico, foi na Cascata, no bar do Romualdo que eles contaram o triste fim das bonecas infláveis: Liza (laiza), Samantha e Ludmila. A primeira recebeu este nome pois tinha o cabelo liso, escuro, curtinho como a atriz de Cabaré e foi comprada para bagunçar nas festas, churrascos, aniversários que participavam com a família. Esta sucumbiu, disseram, contaminada com o “vírus da Aids” pois foram tantas as festas que iam juntos, que vira e mexe precisavam levá-la ao borracheiro para consertar os furos de queimaduras de cigarros, espetadas e, com o tempo, não resistiu a tanto esforço.

       Já a Samantha foi comprada pela família para substituir a Liza, pois os dois ficaram inconsoláveis com a perda da primeira que nem se alimentavam mais direito. Foi uma festa quando a receberam e os dois resolveram, agora, preservar a mesma para usufruírem mais de sua companhia. No fim de semana seguinte já a levaram no bar do Mazinho vestida com um bustiê colorido, uma saia curtinha, um par de óculos escuro e uma peruca loira até os ombros. Eles a colocaram sentada numa cadeira na frente do bar e as pessoas que passavam pela avenida Maria Buzolin ficavam admiradas, pediam para fotografá-la, tiravam selfie, perguntavam pelos autores da palhaçada, até automóveis diminuíam a velocidade para apreciá-la. Confiantes transferiram-na para a beira da calçada, adentraram ao estabelecimento e o Kilão foi escalado para vigiá-la, mas após um pequeno descuido dele, passou uma molecada da Unicamp num carro, a raptaram ladinamente e imaginem só, nem resgate pediram....

Então surgiu a Ludmila na vida dos dois, importada do Paraguai, cabelos ruivos, que inclusive já foi tema de outra crônica minha, anos atrás, quando surpreendi, num fim de noite, o Kilão, dançando solitariamente com a mesma, no meio de uma rua lá da Cascata. Mas quis o destino que a Ludmila tivesse o mesmo fim trágico de suas companheiras anteriores: num churrasco entre amigos o Vandir pediu a um amigo, PM aposentado, inflá-la adequadamente, mas devido ao esforço dele, não é que ela explodiu, frustrando mais uma vez o sonho deles.

Hoje eles já estão pensando seriamente em trocar o ciclo das bonecas por um cachorro de estimação!!!!



Sérgio Lordello

sexta-feira, 15 de setembro de 2017

Uma escola de respeito


       Sei que sou suspeito para falar do Cotil, mas se o Gilmar Mendes, que foi padrinho da filha do “rei do ônibus do Rio”, se acha isento para assinar o habeas corpus de soltura do mal falado cidadão então posso ficar à vontade e dizer um pouco daquela unidade de ensino onde passei 34 anos como professor e 3 como aluno.

       É que neste ano o Cotil fez 50 anos de sua implantação e como ex-alunos, nos reunimos numa festa de confraternização para comemorarmos a data, com a presença de diversos professores e funcionários daquela época. A história desta escola é rica em episódios que mostram a sua grandeza, basta lembrar que ela estava no projeto inicial de implantação da Unicamp como vertente da parte prática da universidade, junto com o Colégio Técnico de Campinas. Com o aval do professor Manoel da Silva foram recrutados os melhores professores do ensino médio da cidade e região, os melhores técnicos das pujantes indústrias locais para formarem o corpo docente do curso de Mecânica.

       Como foi lembrado na comemoração, teve professor que só percebeu que não era um curso de nível superior apenas no segundo ano. O material de ensino era de São Carlos (USP), Esalq (Piracicaba). Muitos alunos da primeira turma vieram do Castelo Branco (top na cidade) que abandonaram o científico em busca de uma oportunidade nessa novidade que era o ensino técnico. A GM vinha fazer exame de seleção de seus estagiários aqui no Cotil. A IBM, a GE e muitas outras só aceitavam estagiários da escola.


       Sempre atento as necessidades do mercado, com o tempo, diversificou os seus cursos com Edificações (hoje Construção Civil), Estradas (hoje Geodésia), Enfermagem, Informática. Não contente e percebendo uma demanda de profissionais já trabalhando, mas ainda sem formação adequada, passou a oferecer curso noturnos de curta duração. Nos anos noventa, novamente saiu na frente, com o apoio da Varga e da Rockwell-Fumagalli, criou o primeiro curso técnico de Qualidade e Produtividade da América Latina.

       Hoje seu corpo docente, formado por cerca de cem professores, talvez seja o que tem maior número de mestres, doutores e especialistas da cidade, no nível médio. Também cerca de 50% de seus alunos são oriundos de cidades da região como Campinas, Vinhedo, Cosmópolis, Araras, Conchal, Iracemápolis, Indaiatuba e etc, tanto é que seu vestibular tem anualmente em torno de 4000 candidatos É a segunda escola da cidade na classificação do Enem e a primeira pública, também é comum vermos os alunos terem seus nomes nas listas de classificados nos vestibulares de Faculdades de renome no país.
       Cinquenta anos não é sempre que se comemora, principalmente com uma história desta.
      
Sérgio Lordello

Ex-aluno do Cotil-Unicamp

sexta-feira, 8 de setembro de 2017

Festa de confraternização dos 50 anos do Cotil

Um encontro inesquecível...

1° Turma - 1967-1969

2° Turma - 1968-1970

3° Turma - 1969-1971

4° Turma - 1970 - 1972



Regina Martensen, Edenilson Simões, Manoel da Silva, William Lussier, Julio Abade, José Luís Rodrigues - professores, funcionários e o diretor da época


















No final houve uma cerimônia de aplausos à todos os funcionários, professores e alunos de todas as épocas do Cotil. Também houve uma saudação aos colegas, professores e funcionários que já se despediram daqui e, finalmente um agradecimento especial ao maior batalhador pelo encontro William Norman Lussier.


Agradecemos as fotos cedidas pelo amigo Sebastião Mioto.



sábado, 15 de julho de 2017

Churrasco 50 anos Cotil-Unicamp

Um reencontro com seu passado




Data: 19 de agosto de 2017
Local: sede de campo do CPP-Limeira - Rua Prof. Solon Borges dos Reis, 191 - Campos Elísios - Limeira ( pela Anhanguera entre no Shopping Center Limeira) - mapa abaixo
Horário: à partir das 12:00 horas


Adesões: depósito no Banco do Brasil, agencia 6831-4, conta corrente 2120-2, em nome de José Antonio Bueno da Silva, no valor de R$ 75,00. RG-603.390.128-20. Até 10 de agosto...

Importante: após o depósito mandar uma foto (arquivo) para o e.mail jabsnine@gmail.com, acrescente o seu nome para confirmar a sua adesão

Trajano Camargo - primeira sede do Cotil

Local do Churrasco 

Turma 69-71

Esperamos por você...