domingo, 14 de maio de 2017

Praia de Guaecá - São Sebastião - SP

Guaecá



        Simpática, aconchegante, charmosa, bonita.....



        O visual privilegiado, estrutura boa....







        Aproveite, divirta-se...


        Do outro lado fica a exuberante Ilhabela....





Sérgio Lordello




terça-feira, 2 de maio de 2017

As praias de São Sebastião - SP

Roteiro de praias de São Sebastião - SP

Baraqueçaba

        Estas foram algumas praias visitadas por nós na BR-101 no trecho entre São Sebastião e Bertioga. Você pode acessá-las vindo por Santos/Guarujá descendo pela Rodovias dos Imigrantes/ Anchieta ou pela Rodovia Mogi/Bertioga, ou ainda pelas Rodovia dos Tamoios por Caraguatatuba.
        Abaixo apresentamos um mapa dos acessos com distâncias aproximadas

        Abaixo apresento uma mapa  da maioria das praias da região, basta escolher e visitá-las para descobrir paraísos aí escondidos. Temos praias grandes, pequenas, bravas, leves, para surfistas, para banhistas. Escolha a sua....



Estas são as praias que vou apresentar em diversas postagens (acompanhe no mapa):

 1 - Praia de Baraqueçaba
 2 - Praia de Guaecá
 3 - Praia de Toque-Toque Grande
 4 - Praia de Toque-Toque Pequeno
 5 - Praia de Camburi
 6 - Praia de Juquehy
 7 - Praia do Tombo - Guarujá - SP

Baraqueçaba













sábado, 29 de abril de 2017

Reencontro com nós mesmos



       Um passeio sem muitas pretensões, ali pelo litoral norte, agora só nos dois, pois a molecada cresceu, estão dando duro para encontrar os seus lugares, as netas “presas” nas escolas, cumprindo com suas obrigações. Então só nos restou irmos sozinhos pelos mesmos lugares em que, todo ano, seguidamente, reuníamos a nossa família, as de alguns amigos, parentes e alugávamos uma casa na região para passarmos a virada do ano, uns dez dias juntos.

       Era uma festa, pois além dos nossos, sempre iam os filhos deles, um ou outro convidado, conhecidos que eventualmente faziam o mesmo na mesma praia, ou outra próxima. Foram tempos de muita alegria, bagunça, amizade, bebedeira. Dividíamos, além das despesas, experiências de vida, a adoção de todas as crianças como se fossem filhos nossos, nas conversas, nas brincadeiras, nas reprimendas, nos cuidados, no zelo. Tempos felizes divididos entre os personagens daquela época.

       Agora sozinhos, numa pousada, comendo em restaurantes ou cantinas, bebendo nas barracas das praias, de repente passamos na frente de uma das casas de outrora e logo veio a lembrança do Joca, Paulo, e eu, nos dispondo a dar uma folga para as mulheres na cozinha e fizemos um peixe frito, mas para empanarmos os mesmos usamos uma mistura de farinha com fermento em pó. O quitute ficou apetitoso, frito, enorme, maravilhoso, mas na primeira garfada o mesmo murchava de fazer dó. Nós dois rimos, agora, ambos sozinhos. 

       Outra praia e já nos veio à mente um meu aniversário, amigos convidados que por lá estavam, primeiro dia do ano e, após farta comemoração, o Norival jogava truco com a molecada, quando lancei mão de um extintor e o despejei sobre eles e a mesa, deixando-os inteiramente brancos. Nesta mesma praia, que na época era extremamente deserta, recordamos de uma passagem de ano em que temíamos que as crianças não veriam uma queima de fogos dos anos anteriores. Na dureza em que estávamos, fizemos uma vaquinha parca e compramos alguns rojões para não passar em branco. Na passagem, qual não foi a nossa surpresa em assistir que um mato-grossense, para agradecer uma ajuda divina, fez a maior queima que vimos ao vivo em nossas vidas.

       O duro era segurar a fome do Beto na hora das refeições. Nervoso, neurastênico, mal-humorado, sempre com a desculpa de que as crianças é que estavam com fome, nos fazia adiantar o almoço, mas quem era o primeiro e único a sentar na mesa, o próprio. O Joca era nosso “guarda-costas”, sempre de calças compridas, mesmo na praia, posicionava-se num ponto estratégico, não perdia de vista nenhuma das crianças e ai de algum marmanjo que se aproximasse delas. Bastou um dia ele não estar presente e perdemos a pequena Grabriela. Correria para todo lado, perguntas e mais perguntas, reza, desespero e encontramos ela sentadinha no posto de bombeiros contando a sua peripécia.

       Não sei ainda onde essas nossas histórias se perderam, acho que a vida foi acontecendo, os caminhos foram se distanciando e nem nos demos conta. Alguns deles até foram embora sem se despedir e, de repente, percebemos que ficamos agora sozinhos, apenas nós dois.
       - “Que tal pedirmos mais uma ao garçom” – falei para ela.
       - “É cedo ainda, né? ” – ela respondeu curtindo as velhas recordações.


      

Sérgio Lordello

terça-feira, 11 de abril de 2017

Arroz Carreteiro e T-Bone



Ingredientes:



  Arroz Carreteiro: 200 g de carne seca;
                                      1 gomo e meio de calabresa curada;
                                      100 g de bacon;
                                       4 colheres de sopa de salsinha;
                                       2 xicaras de chá de arroz;
                                        1 tomate sem sementes:
                                         ½ cebola média:
                                         2 dentes de alho:
                                       ½ pimenta dedo de moça.

      T-Bone : 8 peças de T-Bone limpo e lavado.
                                     



    Preparo do arroz carreteiro: Dessalgar a carne seca, leva-la a panela de pressão por 40 minutos. Após escorrer a água e retirar todas as gorduras e desfiá-la. Picar todos os outros ingredientes em pedaços pequenos.
          Fritar o bacon até dourá-lo, acrescente a calabresa, também a dourando. Coloque a cebola, o alho, deixe fritar, depois adicione a carne seca e a pimenta, misture bem e acrescente o arroz mais 4 xicaras de água ou até ela cobrir a mistura, mexa tudo e deixe cozinhar até secar a água. Caso você perceba que o arroz está ainda firme, acrescente um pouco mais de água quente. Espalhe a salsinha por cima.





   Preparo do T-Bone: ponha as peças da carne numa bandeja, acrescente duas colheres de tempero, duas colheres de vinagre e duas colheres de salsinha. Um pouco de água para umedecer a mistura, esfregue na carne e deixe descansar por pelo menos uma hora.
          Numa frigideira com azeite bem quente frite cada peça, de um lado e depois o outro. Deixe elas ao ponto, jamais frite demais.





Depois é só servir...... 



sábado, 1 de abril de 2017

Quem precisa de onibus?




       A maioria das pessoas imagina que quem precisa  usar ônibus é somente a população de baixa renda. Mas a verdade é muito diferente do que pensam: todos nós dependemos também de um bom serviço de transporte coletivo desde o empresário para que seus funcionários cheguem no horário do trabalho, o comerciante, que além do empregado, também quer que seus clientes estejam em seu estabelecimento comprando. As madames das classes alta e média necessitam que suas empregadas preparem as refeições e façam a faxina diária. Enfim todos nós que nos deslocamos na cidade precisamos do sistema para que, pelo menos, os congestionamentos sejam suportáveis.

       Só que o sistema em Limeira está numa situação crítica e deve entrar em colapso muito brevemente se não se fizer um pacto entre Prefeitura, empresas,  vereadores, imprensa, população, sindicatos e mudar toda a conceituação dele. Só para se ter uma ideia existe um índice chamado IPK (equivalente) que mede o número de passageiros transportados por quilometro que efetivamente pagam e é com ele que se define o valor da tarifa, quanto maior menor o seu valor. No início dos anos 2000 tal índice era 1,7 e se fazia todo o esforço para que não chegasse em1,5. Outro dado que exigia bastante atenção era a gratuidade que girava em torno de 17%

       Hoje, depois de quinze anos, o IPK está em 1,1 e a gratuidade atingiu a espantosa marca de 40%. Não há sistema que sobreviva com tais taxas. Mas como chegaram a este nível? Duas medidas altamente demagógicas e inconsequentes foram tomadas: uma, conceder gratuidade para idosos com menos de 65 anos e outra, agraciar estudantes com uma tarifa simbólica de R$1,00. Não se pode mais admitir a cessão de benefícios sem se estabelecer uma fonte de financiamento específica e se impor critérios sociais para tal concessão.

       Outro ponto significativo para este caos instalado é a disputa por trabalhadores que usam o sistema utilizando-se do vale transporte. Este público é o filé mignon das concessionárias, pois estas recebem antecipadamente o valor integral da tarifa, tem fidelidade de presença. Mas existem no mercado as empresas de fretamento, concorrentes diretas neste tipo de passageiro, com veículos melhores, ar condicionado, frota adequada e uma relação muito mais profissional entre contratante e contratada.

       Em resumo: o sistema de transporte coletivo de Limeira corre sério risco de se inviabilizar, então não é hora de discursos oportunistas no plenário da Câmara, verbalizações destemperadas em microfones de meios de comunicações, comentários ácidos feitos em jornais. Temos sim que unir esforços, colaborar com as autoridades para que encontrem a melhor solução, não é hora de se fazer política.


 Sérgio Lordello 

sábado, 4 de março de 2017

A certeza da vida



        - “Se vocês forem continuar com este assunto, nós nos levantamos e vamos embora” – disse o André na mesa do bar do Toco, acompanhado pelo Balanga, que dias antes tivera a sua morte anunciada nas redes sociais, numa brincadeira duvidosa do amigo Bitinga.

        Na verdade, a conversa era apenas entre o Rigon e eu, quando ele descreveu a doença que levou seu pai à morte tempos atrás. Por uma infelicidade, ele ouvira inadvertidamente os prognósticos do médico em relação ao seu futuro e o mesmo chamou o filho para tomar providências quanto as formalidades que teriam que ser tomadas antes e após o evento final. O que mais o intrigou foi a lucidez e a tranquilidade do pai diante da situação “crítica” e “terrível”, segundo ele, que enfrentava.

        A vida é maravilhosa por ser composta de uma série de eventos sequenciais que vão nos preparando para vivê-la de forma intensa em cada etapa. Desde a concepção, geralmente por desejo de dois seres, em que o feto vai se desenvolvendo em simbiose com a mãe, usufruindo as mesmas sensações, percepções até poder sair para uma vida própria. A infância de descobertas na comunicação, no seu território, na confiança das pessoas, na busca de seus espaços rumo a sua independência.

        A vida é sabia ao incrementar nas pessoas a ousadia na juventude para que elas busquem testar os seus limites, sejam eles físicos, cronológicos, de conquistas, mas sempre ensinando, ao mesmo tempo, quais serão também as suas limitações. Também incentiva a busca por parceiros com os quais se relacionem para que, da mesma forma que seus pais, participem da continuidade da vida. Até esta etapa, a “única certeza de nossas vidas” é relegada a um plano tão distante, tão longínquo que sequer passa pela nossa memória. A sensação de imortalidade está tão presente, tão arraigada que sempre levamos em conta outras possibilidades em nossos planos, em nossas ações.

        Mas a vida, dentro da sua perfeição, vai nos dando pequenos sinais, muitas vezes imperceptíveis, de que não somos imortais, que limitações sempre existiram, mas que vão se pronunciando à medida que nossa idade vai avançando. Pode ser na forma daquela precisão nos gestos não mais atingida, naquele fôlego que não é mais o mesmo, na memória que resvala as vezes. Com o tempo estes sinais vão ficando mais claros seja através das pessoas queridas que nos deixaram no meio do caminho, no nosso corpo que não responde prontamente aos tratamentos. Aos poucos vamos tomando ciência que nosso tempo vai se esvaindo e que o tal dia chegará, as nossas contas sobre os dias que ainda nos restam ficarão amplamente visíveis, mas nunca temos certeza e sempre queremos que ele fique distante.

        Portanto jovem amigo Rigon, não se preocupe, a vida na sua plenitude ensinou as verdades a seu pai e deu-lhe a tranquilidade e a sapiência para ele encerrar com dignidade a dele. Gostaria também de aprender como ele.


Sérgio Lordello