terça-feira, 20 de junho de 2017

Bacalhau a Mendes Gonçalves



Ingredientes:

          01 quilo de lombo de bacalhau dessalgado;

          3 batatas grandes;

          01 vidro de azeite extra virgem;

          300 gramas de brócolis congelado;

          01 cabeça de alho pequena;

          3 cebolas grandes;

          01 xícara de salsa e cebolinha;

           Se quiser pode acrescentar vagem, cenoura ou outro legume de sua vontade


Preparo: 

       - Tire os poucos espinhos do bacalhau, principalmente na sua coluna, coloque-o numa vasilha funda, cubra com azeite e deixe na geladeira por três dias;



         - Corte as batatas em oito partes e leve a fervura, com um pouco de sal até a mesma ficar ao dente;



      - Pique a cebola e o alho em pedaços não muito pequenos,


 

      - Frite os pedaços de bacalhau apenas para pegar cor de todos os lados, utilizando um pouco do mesmo azeite,



      - Retire o bacalhau já dourado, na mesma panela acrescente a cebola até dourar, retire. Coloque na sequência o alho, depois o brócolis, sempre retirando em cada etapa. Não esqueça de regar com o azeite que sobrou do banho do bacalhau




      - Finalmente, numa forma, faça a montagem com os pedaços de bacalhau, a batata, cebola, alho e o brócolis. Cubra com papel alumínio e leve ao forno por 25 minutos, depois retire o papel a alumínio e deixe por mais dez minutos.

      - Sirva com arroz branco. 




Esta receita é uma sugestão do amigo Pena Ferraz em homenagem ao seu pai José Mendes e eu reproduzi na cidade de Gonçalves na serra da Mantiqueira

Sergio Lordello

sábado, 10 de junho de 2017

No dia do juízo final


       - O senhor tem aqui anotada uma armação sua contra um amigo, na juventude, na disputa por uma jovem?
       Sabe Deus, não foi bem assim, foi um acidente de percurso. Nós morávamos juntos no tempo de faculdade, ambos havíamos estudado nos mesmos anos no Cotil, participávamos das mesmas festas e bailes do Limeira Clube, até viajamos juntos para acampar em Salvador numa férias. Mas naquele dia foi ele que insistiu em me levar junto para conhecer uma menina que estava paquerando e nem tinham ainda nenhum compromisso. Entramos na casa dela, sob olhares nada amistosos dos pais e fomos para uma área nos fundos. Ela era alta, olho grande, cabelo ruivo natural, novinha ainda, usava uma saia justa e curta que pronunciavam ainda mais as suas belas pernas roliças.


       Bastou apenas uma troca de olhares, ainda não sei se foi somente pelos seus dotes físicos, pelo papo fluído de suas conversas, pelo jeito meigo de nos dar atenção, mas ali eu tomei uma decisão: ela seria a mulher com quem iria me casar. Lógico que refleti também pela forma de pensar do Senhor, tentei me afastar daquela “tentação”, apostei na distância para esquecer aquela intenção, tudo em respeito ao meu amigo, até que fui a um baile do Nosso Clube, vestido de terno preto e gravata borboleta, certo em pedir outra garota em namoro. Mas naquele dia, justo naquele dia, ele mais uma vez deu um “bolo” nela, então, de repente, eu a vi, no meio do salão, linda, com um vestido longo, aqueles olhos bonitos, cabelo arrumado, sorriso largo. Senhor, depois daquela aparição, não teve mais jeito, saímos de lá de mãos dadas e compromissados, até um beijo furtivo rolou no caminho de volta.

       Sei que talvez tenha sido pecado, mas quem sabe o Senhor pode considerá-lo apenas um pecado venial (aqules que são perdoáveis sem a necessidade do sacramento da confissão), principalmente pelos atenuantes que passo a Lhe relatar e aos membros do juri celestial para que, quem sabe, possam relevar a minha condenação ao inferno e trocá-la por uma pena alternativa mais branda: estamos juntos desde aquele dia até hoje, quando o Senhor me chamou, está certo que já rolaram brigas, discussões, vontades de desistir, contudo a gente sempre faz um balanço de tudo e nos momentos importantes, significativos, sempre pudemos contar um com o outro; seguindo o Seu conselho em Gênesis 9 esta relação produziu frutos importantes: primeiro as filhas que deram um sentido admirável em nossas vidas ao vê-las encontrarem os seus lugares carregando os nossos princípios que são os mesmos do Senhor; depois apareceram as netas, que trouxeram a pureza e a candura para as nossas vidas.

       Mas eu quero Lhe dizer uma coisa que considero muito importante: mesmo que eu seja condenado dentro da sabedoria divina, quero reafirmar que, se preciso fosse, faria tudo novamente, da mesma forma, não recuaria um milímetro e não me arrependeria um minuto da minha conduta, pois até o meu amigo compreendeu a importância daquela mulher na minha vida. No entanto, estou pronto a respeitar a Sua decisão final.



Sérgio Lordello


quinta-feira, 1 de junho de 2017

Praias de Camburi, Juquey (São Sebastião) e Tombo (Guarujá)

Praia de Camburi


Logo após a modesta praia de Boiçuganga estão as praias de Camburizinho e Camburi, lindas, aconchegantes....







À direita a praia de Camburizinho e à esquerda a praia de Camburi...



Fim de tarde em Camburi...




Praia de Juquehy


Juquehy é uma pequena vila com boa infraestrura, restaurantes, lojas, bares, um pequeno centro de compras, sorveterias e até feira



Praia bonita e bem cuidada...





Boa para pratica de esportes...








Praia do Tombo - Guarujá

Primeiro o nascer do sol na Praia das Astúrias, vizinha do Tombo, onde fica o nosso triplex....



Na praia do Tombo o domínio é dos surfistas, muito gostosa e uma excelente infraestrutura










Esta foi a última praia do roteiro pelo caminho entre São Sebastião e Guarujá

Sérgio Lordello

domingo, 28 de maio de 2017

Vade retro Satanás!!!



       Grandes mudanças nas leis, no código civil, criando a guarda compartilhada, união estável, casamentos entre pessoas do mesmo sexo, separações consensuais, tudo isso legitimando situações que na prática já acontecem, mas que a sociedade fecha os olhos enquanto estiver somente acontecendo nas famílias dos outros. Hoje, até mesmo pensões, planos de saúde já se movimentam no sentido de se adequar a uma nova realidade que já se faz solidamente presente.


       Dias atrás coloquei o Marcelo, presidente do Nosso Clube, numa situação difícil. Como muitos avós “modernos”, tenho duas netas que moram em casa, frutos de uma solução de guarda compartilhada. As duas tem os seus espaços próprios, dividimos as lições de casa, a ida e volta da escola, os passeios no shopping, a confraternização das duas famílias nos aniversários e todas as coisas que se divide em família. Para nós é muito gratificante tê-las junto, para percebemos os erros que cometemos na educação dos próprios filhos, além preencherem com muita qualidade a grande disponibilidade de tempo da aposentadoria.


       Porém, um clube social (qualquer que seja) representa, como representou nos tempos de criança das minhas filhas, um espaço importante na formação delas. Lá que constituíram suas turmas de amigos, lá que desenvolveram habilidades esportivas, tiveram as primeiras paqueras, quem sabe o primeiro beijo. Enfim um clube é extremamente importante no desenvolvimento desse pessoal que hoje se dividem entre duas famílias, que tem que se ocupar nos espaços próprios das duas origens, mas com o prejuízo de não poderem acompanhá-las.


       Mas voltando ao constrangimento do Marcelo, entrei com um pedido para que se abra uma discussão para alterações no estatuto, modernizando-o admitindo netos dependentes dos avós e poderia também incluir as novas situações como: casais não formalizados legalmente; também os homoafetivos; adequar o direito dos novos sócios remidos às novas expectativas de vida e etc.


Fico imaginando ele, como um Messias, explicando aos demais membros da diretoria a oportunidade do clube se adequar à estas novas realidades, da mesma forma que, tempos atrás, os nossos clubes de futebol demoraram para admitir negros entre os seus jogadores. Assim como lá, ele provavelmente ouvirá alguma voz dizendo:
- Vá de retro Satanás, aqui não!





Sérgio Lordello