sábado, 30 de julho de 2016

Promessa é divida




        E de repente veio ordem do gabinete para eu representar o prefeito numa reunião de pares no teatro municipal de Araras (projeto de Oscar Niemeyer) numa Audiência Pública sobre o final do processo de concessão da Rodovia Limeira-Piracicaba quase vinte anos atrás. Tinha assumido há poucos meses atrás, ainda me ajeitando na função e tive que me deparar com um sem número de autoridades, mais fazendo festa do que interessados nos resultados práticos, pois a ganhadora já estava definida e o contrato seria assinado em breve.
        Tomando ciência do processo praticamente na hora, questionei publicamente o secretário estadual da época (governo Mário Covas) Michael Zeitlin: porque numa rodovia que vinha lá de Itapira, pulava do trevo da Anhanguera até a rotatória do “Três Avenidas”, continuava até Piracicaba e não foi prevista nenhuma melhoria para esta interligação que passava por dentro de Limeira, que teria que suportar todo o ônus do intenso tráfego do sul de Minas ao Norte do Paraná e vice e versa? Sua resposta foi um compromisso assumido com nossa cidade de que o governo estadual sabia das necessidades, mas que não estavam previstas neste contrato de concessão e que tais obras deveriam ser custeadas pelo Tesouro do Governo Estadual.

        O tratamento dado no trecho perto do Cotil até o Portal das Rosas foi apenas a duplicação da via, mas ainda com características urbanas, sem tratamento adequado das intersecções permitindo cruzamentos em nível, não distinção dos diversos atores como pedestres, ciclistas, veículos, caminhões e etc. Se levarmos em consideração o enorme crescimento da população na região Oeste da cidade com novos loteamentos, condomínios fechados, edifícios, um campus novo da Unicamp, polos geradores de tráfego e que toda esta população tem apenas duas vias para atingirem seus destinos (a própria rodovia e a Fabrício Vampré), dá-se para prever o caos lá instalado.

        Recentemente fui convidado, por um grupo de funcionários da Unicamp, seus familiares, moradores da região que, indignados com as mortes, os atropelamentos, os acidentes que grassam por lá, as visíveis dificuldades das pessoas idosas nas faixas de pedestres mal colocadas, a participar do Movimento “Rotatória Cotil/FT/Unicamp”, com o visível propósito de unir as autoridades e personalidades de Limeira, sem bandeiras partidárias, sem cunho eleitoral, sem mágoas ou ciúmes, para pressionarem quem prometeu e ainda não cumpriu.

        Cabe a cada parte envolvida, vestir as sandálias da humildade, empunhar a bandeira de Limeira e demonstrar porque são chamados de autoridade. A população, representada por este grupo, está fazendo mais que isso.
       


Sérgio Lordello

7 comentários:

Luiz Manoel disse...

Parabéns pelo texto, mestre Sérgio.
Consistente, objetivo e verdadeiro.

Unknown disse...

Cobrar incansávelmente!!!!!!!Não desistir!!!!!!

Cecilia Rigo disse...

Cobrar incansávelmente!!!!!!!Não desistir!!!!!!

Cecilia Rigo disse...

Cobrar incansávelmente!!!!!!!Não desistir!!!!!!

Leonardo Pagotto disse...

É meu caminho diário, somente um túnel pode resolver o problema sem a degradação causada por um elevado, o qual, invariavelmente, leva seu entorno a desvalorização imobiliária e trás grandes prejuízos à vizinhança.

Leonardo Pagotto disse...

Traz com Z, esse corretor ortográfico automático é um perigo!

Leonardo Pagotto disse...

Traz com Z, esse corretor ortográfico automático é um perigo!