quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

Quando a fotografia é uma paixão (I)

Tanquã 

O mini pantanal paulista



Passando por Piracicaba, e indo em direção à Anhembi, pela SP-147, há a entrada pela estrada de terra, à sua direita, para o Tanquã, uns cinquenta quilômetros depois de Piracicaba. O Tanquã é uma vila de pescadores, bem “vilinha” mesmo, muito simples, à beira do Rio Piracicaba, que naquele ponto encontra-se bem diferente do rio que conhecemos na cidade.
Por conta da barragem de Barra Bonita, alguns quilômetros à frente, já no Rio Tietê, formou-se um lago na área represada que chega até este ponto, deixando o rio cheio de curvas, com lagos, áreas pantanosas e bancos de areia. Este local hoje é conhecido como o “mini-pantanal paulista”. De um lado, é município de Piracicaba, onde está a vila do Tanquã, do outro lado, é município de São Pedro. Por conta do progresso, corre o risco de desaparecer futuramente, pois novas barragens estão previstas no Piracicaba e Tietê.
Quem já foi ao Pantanal Matogrossense sabe que a região é cheia de vida selvagem, mas com dificuldade de mobilização devido às grandes distâncias. No Tanquã, você pode observar muitas espécies, concentradas em uma área relativamente pequena frente ao Pantanal.  Da pequena vila dá para se ver alguma coisa, dependendo do dia. Mas o melhor mesmo é contratar um dos pescadores que ali residem e fazer um passeio de barco. Tente o Ivanildo ou o Alemão, estão sempre por lá. Eles vão te levar pelos meandros do rio, passando por lugares maravilhosos.


(Tuiuiú)

(Colhereiro)

Você vai precisar de uma câmara fotográfica, pois não vai irá querer perder a chance de fotografar muitas das espécies. Algumas delas estão sempre lá, outras são aves migratórias. Numa manhã, em dezembro passado, contei mais de setenta espécies diferentes. Garças grandes, pequenas, mouras. Tuiuiús, colhereiros, cabeças-chatas, caracarás, gaviões, passarinhos dos mais variados, martins-pescadores, sanãs, jaçanãs, muitos patos e marrecos de várias espécies. E para finalizar o dia, um encontro especial com a águia-pescadora, que flagrei com um peixe nas garras, após um bem sucedido mergulho.
 ( Caboclinho branco)
 (Carácará)
 (Casal de Caracarás)
 (Chopim do brejo)
 (Garça grande)
 (Garibaldi)
 (Gavião cabloco)
 (Gavião carijó)
 (Gavião do banhado)
 (Garça moura)
 (Jaçanã)
 (Casal de Japacanim)
 (Talha-mar)
(Bigodinho)

Tanquã, que a ganância dos homens e o progresso não permitam que desapareça. Vá logo!

Luiz Ricardo Menezes Bastos

Fotógrafo (amador);  Observador de aves (entusiasta) e médico (meu ganha-pão)



Um comentário:

Tiago Degaspari disse...

Bacana demais! Realmente um lugar lindo que vale à pena visitar. Parabéns ao Luiz Ricardo que tem se dedicado a fotografia com amor, e uma vez que se faça com amor, o resultado será sempre maravilhoso. Abraços T.D.