sábado, 19 de janeiro de 2013

Querendo entender o que está acontecendo em Limeira

(www.webbusca.com.br)


         O Partido Socialista Brasileiro (PSB), no qual está filiado o nosso prefeito Paulo Hadich, tem atualmente seis governadores (todos do Espírito Santo para cima) e quatrocentos e quarenta e três prefeituras no país, sendo trinta no estado de São Paulo, entre as quais Campinas, São José do Rio Preto, Limeira, Marília e as demais muito menores.
         No quadro nacional o PSB, foi o partido que mais cresceu nas ultimas eleições, mas se mantém como o sexto em representatividade. No entanto o seu líder maior, o governador Eduardo Campos, de Pernambuco, tem articulado com muita perspicácia, inteligência e tenacidade a viabilização de sua candidatura à Presidência da República junto ao empresariado nacional, políticos de expressão e até com uma aproximação junto à presidente Dilma. Percebendo um vácuo na oposição apenas com o nome solitário de Aécio Neves e o possível desgaste das principais figuras do PT pelos escândalos sucessivos e que agora já se aproximam de Lula, ele quer se apresentar como uma boa possibilidade ainda em 2014 ou então em 2018.
         Só que hoje o PSB não tem ainda um quadro consistente para assumir os milhares de cargos a serem preenchidos a nível federal caso Campos consiga o seu intento. E nem pessoas com capacidade e experiência suficientes para tocar o nosso país com a eficiência necessária. Então, assim como fez o PT, que a cada prefeitura em que assumia levava a equipe de técnicos junto para ganhar excelência nos seus projetos.
         Por exemplo, conheci inúmeros militantes do PT que entraram na área de Transportes em Ribeirão Preto junto com o Palloci, depois se mudaram para Franca com Gilberto Dominici e, com a eleição de Lula, foram parar no Ministério das Cidades.
         O que parece estar acontecendo em Limeira, em parte, é que ao elegermos o prefeito Paulo Hadich envolvemos a nossa cidade neste projeto de busca de poder a qualquer custo, não importando os meios para justificar os fins. Acordos, pactos, conchavos fazem parte da política, mas precisam ter uma postura republicana.
         O povo da nossa cidade ressabiado após tudo o que aconteceu recentemente, está estranhando este modelo de gestão que está sendo implantado, nem de longe era o que ele esperava. Ainda bem que entre os secretários existem muitos bem intencionados e que tem amor à cidade.

Sérgio Lordello

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