quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Onda vermelha





         Quando se fala em “onda verde” pensamos sempre em passarmos por uma rua e os semáforos irem abrindo sequencialmente, liberando a nossa passagem. Isto porque estamos acostumados com as grandes avenidas de cidades como São Paulo ou mesmo Campinas. Em nossa cidade temos estes aparelhos em ruas com no máximo oito esquinas, numa extensão máxima de mil metros. Os nossos semáforos concentram-se na região central num quadrilátero de dez por dez quadras. Os demais estão em pontos isolados.

Então jamais teremos a tal de onda verde em todos os nossos deslocamentos. O que se pode fazer é otimizar os tempos de ciclo destes aparelhos. Para isto é preciso medir, em cada uma das esquinas, o volume de tráfego e os tipos de deslocamento no decorrer de um dia inteiro, adotar uma velocidade padrão de deslocamento (em Limeira pode ser 35 km/h), lançar estes dados num software especializado que vai calcular as rotas mais desejadas pelo limeirense e estabelecer os tempos dos semáforos. Todo este processo precisa ser renovado a cada cinco anos.

Por exemplo: a rua Dr. Trajano tem um número de veículos que vem desde o viaduto da Ford e ao chegar a Capitão Kehl recebe muitos que vem da rua Boa Morte e perde alguns que vão para a Rodoviária. Assim acontece sucessivamente em todos os próximos cruzamentos, com variações quanto ao volume no decorrer do dia por desejos da população, como ir ao trabalho de manhã, filhos na escola, abertura do comercio, bancos, almoço e etc. Ou seja, o fluxo vai variar no decorrer do dia inteiro.

Quando pensamos no conjunto de ruas e não numa específica apenas, notamos que algumas podem ter um maior tráfego num horário e menor num outro que a rua do seu cruzamento. O que fazer, então?

Bem, os aparelhos semafóricos tem uma central de comando, reguladas por um relógio  e podem suportar várias programações durante o dia, aliviando os efeitos das variações acima. Isto foi feito por volta do ano 2000. Outra forma, mais completa e eficiente, é o município ter uma central semafórica e sensores distribuídos pela malha viária que enviam, em tempo real, os dados de fluxo, a central calcula imediatamente os novos ciclos e libera maior tempo de verde para as intersecções afetadas.

         A grande vantagem de se ter um sistema de semáforos assim estruturado é que ele dá uma contribuição fantástica para a diminuição dos congestionamentos.

         Agora fica apenas uma dúvida: se houver um acidente num semáforo quando ele está programado para o amarelo piscante (geralmente nas madrugadas) de quem será a culpa?



Sérgio Lordello

Um comentário:

Aurélio disse...

Fala ae Sergião!

Tempos atras comentei no meu twitter que está impossivel transitar com conforto no centro de Limeira. Pego a Boa Morte as 7 da manhã. De 7 semáforos, pego 5 no vermelho. Dias atrás tive uma efêmera felicidade, todos estavam sincronizados. Agora, novamente passo meus 5 minutos de stress pra cruzar 8 quarteirões.
Será que quem cuida desses semáforos não percebe esse "desalinho"?